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Cidadania

30 de Abril de 2015 às 12h04

Conheça o "Caçador de Nascentes"

O corretor de seguros Adriano Sampaio decidiu ir em busca dos pontos de água que ainda existem em São Paulo

Tudo começou meio sem querer, em abril de 2013. Na época, Adriano Sampaio morava no bairro Pompeia, e foi lá onde ele encontrou uma praça com várias nascentes do riacho Água Preta. Uma cena que passaria despercebida para a maioria dos paulistanos, mas não para ele, que com a ajuda de alguns amigos do coletivo Ocupe & Abrace decidiu recuperá-las. “Depois, sem avisar ninguém, fiz um lago natural com plantas aquáticas e peixes e, a partir daí, fiquei curioso. Precisava saber como estavam as nascentes e rios da cidade e assim comecei minhas expedições”, conta.

Tendo em mãos um mapa de 1930 com o percurso original dos nossos rios, Adriano e outros interessados na causa começaram a percorrer a cidade, chegando muitas vezes a andar 15 quilômetros por jornada. Só no primeiro mês identificaram 20 nascentes nas zonas oeste, norte e central – número que hoje já passa de 100. Cada nova descoberta é compartilhada em uma página criada no Facebook, “Existe Água em SP”, que hoje conta com mais de cinco mil seguidores.

O objetivo da “aventura” é criar um levantamento com a localização exata desses pontos de água e disponibilizá-lo na internet. “As pessoas reagem com surpresa quando descobrem que existe água, muitas vezes limpa, em vários pontos da cidade. Por isso esse trabalho é vital tanto para sensibilizar a população quanto o poder público, que há muitas administrações vem tratando o tema com descaso. Na situação que vivemos hoje, de crise hídrica, recuperar e preservar rios e nascentes é de extrema importância”, destaca Adriano.

Esperançoso com os resultados positivos de seu projeto, Adriano deixou de lado a carreira como corretor de seguros para se tornar um ativista ambiental. Hoje faz palestras em ONGs e escolas, e também incentiva seus fãs diariamente pelas redes sociais a darem mais atenção ao meio ambiente. “Pretendo explorar os 300 rios de São Paulo e só vou parar quando, em um futuro próximo, eu possa vê-los recuperados. Esse é meu sonho e essa é a luta que tenho vivido intensamente”, conclui.

indicas.com.br

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