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01 de Setembro de 2017 às 13h41

Empresas realizam dinâmicas em grupo em jogos de Escape

Foto: Fuga Ativa - Alan Jonatan

Há cerca de três anos, surgiu no exterior a ideia de reunir grupos de pessoas em salas temáticas, para solucionar enigmas em apenas 60 minutos. O objetivo era proporcionar uma opção de entretenimento presencial para quem se interessasse por grandes desafios e curtisse uma verdadeira experiência sensorial, estimulada pelos detalhes da ambientação – objetos e móveis –, de sons e de tudo que pudesse envolver o participante no clima proposto.

Seguindo este modelo, jogos de Escape como: Fuga Ativa, Escape 60’,Escape Time, Escape Room e The Escape Game, chegaram ao Brasil com uma opção diferenciada de entretenimento, treinamentos de liderança, dinâmicas em processos de seleção e outras ações. Isso porque os jogos estimulam o trabalho em equipe, a comunicação e a resolução de problemas.

Apenas nas unidades de Moema e Vila Olímpia do Escape 60’, passaram até agora 5700 funcionários de 350 empresas, como SBT, IBM, Itaú e Google.A Cnova, da área de varejo digital, levou oitenta empregados ao lugar em agosto de 2015, a um custo total de 13 000 reais. Por monitores de TV instalados em outro ambiente, a consultora de RH Fabiana Hannouche observava tudo. “Muita gente optava por persistir sozinha em um desafio, em vez de dividir um problema com alguém”, diz. “Depois disso, começamos a estimular mais as parcerias no ambiente de trabalho.”

Foto: The Escape Game

O gerente Eduardo Donato esteve em uma das três equipes (entre nove) que conseguiram resolver o enigma — uma média de sucesso superior à dos frequentadores da casa, de 15%. “Dá para ver quem não tem cargo de liderança mas mostra vocação para tomar a frente das coisas”, afirma. O estímulo à interação dos times é um dos objetivos principais do negócio. “A experiência serviu para aprimorar a sinergia entre um grupo de 24 superintendentes”, conta Marcelo Orticelli, diretor de RH do banco Itaú, outro cliente do serviço.

Além de integrar equipes, os jogos são utilizados como parte fundamental e de desempate no processo de contratação de novos funcionários. Currículo exemplar, formação e idiomas são fatores com muita importância, mas saber trabalhar sob pressão e em grupo são diferenciais que podem destacar o candidato, reações que são ocultadas em processos seletivos tradicionais.

Especialistas e empresas de RH e treinamento explicam que a dinâmica deve ser utilizada de forma que respeite as funções e objetivos da empresa, não com jogos aleatórios. Podendo atrair talentos jovens que se sentem mais atraídos pela inovação no meio de trabalho.

indicas.com.br