Encontre aqui

Notícias

22 de Setembro de 2014 às 09h13

Você sabe cuidar das suas orquídeas?

A orquídea é uma das flores preferidas dos brasileiros, mas são poucos aqueles que realmente sabem como devem tratá-la

“Na natureza tudo tem seu tempo, por isso digo que as orquídeas já me ensinaram muito, principalmente a ter paciência. Não há imediatismo em seu cultivo, mas também não há sensação que se compare à alegria de ver um botão surgir de uma mudinha que você cuidou com tanto carinho por um, dois anos ou mais. É fantástico saber que você colaborou diretamente com o surgimento daquele pequeno milagre”.

O depoimento é da bancária Gisele Freitas, de 34 anos, que nos últimos dois anos adquiriu mais de 200 orquídeas, participou de cursos e devorou livros e revistas sobre o assunto. O encanto, segundo ela, começou não só pela beleza das flores, mas principalmente por conta de sua diversidade – existem mais de 1.800 gêneros de orquídeas, que dão origem a cerca de 35 mil espécies espalhadas pelo mundo. As mais populares são dos gêneros Cattleya, Laelia (lê-se Lélia), Oncidium, Miltonia, Dendobrium, Vanda, Phalaenopsis (lê-se Falenópsis) e Paphiopedilum (lê-se Pafiopédilum).

A variedade de cores, tamanhos, formatos e cheiros das orquídeas vem conquistando cada vez mais admiradores. Mas há o outro lado da moeda: com a sua popularização, muitas pessoas costumam comprar e não cuidar da maneira ideal, o que acarreta na morte da planta. “Ter uma orquídea é como ter um filho. Você precisa ser responsável, afinal na natureza ela cuida dela mesma sozinha, mas no vaso não”, reforça Cátia Almeida, orquidófila do Orquidário Morumby.

Se você também sente fascínio pelas orquídeas e deseja aprender um pouco mais sobre como elas devem ser cultivadas, veja abaixo algumas dicas gerais. Mas lembre-se: as necessidades podem variar entre as espécies, então se recomenda sempre pesquisar e pedir ajuda de um profissional.

Luminosidade

De acordo com Creuza Muller, proprietária do Orquidário da Mata, as orquídeas precisam ficar em uma varanda iluminada ou perto de uma janela, recebendo o sol da manhã (até às 10 horas) ou da tarde (a partir das 16 horas). Se a janela for de vidro transparente, deve-se colocar uma cortina fina, que funcione como uma tela para quebrar o excesso de luz, uma vez que o sol pode queimar a planta. Pela cor das folhas é possível perceber se ela está necessitando de mais ou menos luminosidade – no primeiro caso elas ficam cor verde garrafa, e no segundo amareladas.

Água

Quando molhar é uma das primeiras dúvidas que surgem sobre o cultivo de qualquer planta, mas é resposta não é tão simples. Enquanto há orquídeas que têm sua origem em regiões com muita umidade, outras vêm de locais secos. Há ainda aquelas que sobrevivem em lugares com longos períodos de chuva seguidos por uma temporada de seca.

A recomendação geral dos especialistas é utilizar uma ducha e molhar até que o substrato e a planta estejam encharcados. Volte a regar quando sentir que o substrato está levemente seco, o que pode demorar de três a oito dias. Esse período pode variar muito conforme o tipo de material onde a orquídea está plantada, desse modo na hora da compra é sempre bom perguntar qual é o substrato. Por exemplo: fibra de coco com pó tem secagem lenta; carvão ou piaçaba têm secagem rápida; e casca ou tronco de madeira têm secagem super rápida. Outro ponto importante: nunca colocar pratinho, pois orquídeas não gostam do acúmulo de água.

Adubação

As orquídeas precisam ser adubadas regularmente. “Isso deve ser feito de quinze em quinze dias, mas quem não tem muito tempo pode comprar um adubo de liberação lenta a cada três meses”, explica Creuza Muller, do Orquidário da Mata. O tipo de produto varia conforme a etapa de seu ciclo de vida:

- Fase de crescimento (quando está com bulbos e folhas novas): adubo rico em nitrogênio.
- Fase de pré-floração (quando a haste de floração está subindo): adubo rico em fósforo.
- Fase de pós-floração: adubo balanceado de manutenção.

Pragas e doenças

Falta de arejamento e iluminação pode facilitar o aparecimento de pulgões (pequenos insetos) e cochonilhas (semelhante a um pó branco). As plantas que recebem água de maneira exagerada também ficam suscetíveis ao ataque de fungos e bactérias, acarretando no aparecimento de manchas nas folhas ou apodrecimento dos brotos novos.

Existem diversos tipos de fungicidas e inseticidas disponíveis no mercado, mas eles requerem muitos cuidados por serem tóxicos inclusive para os seres humanos. Por isso, uma dica caseira é borrifar o chamado “caldo de fumo”. Para fazer basta ferver um litro e meio de água com 100 gramas de fumo de rolo picado, acrescentando uma colher de chá de sabão de coco em pó.

Floração

As orquídeas florescem uma vez ao ano. É importante colocar uma etiqueta no vaso marcando a época, pois se ela não der flores novamente nesse período é um sinal de que a saúde da planta pode estar com algum problema.

Erros comuns

“Os maiores erros que as pessoas costumam cometer com as orquídeas são trocá-las de vaso para um grande, fornecer água em excesso e colocá-las em local escuro e sem ventilação”, destaca Reinaldo Ilaci, orquidófilo do Orquidário Paulista. Quando cultivadas corretamente, as orquídeas são passadas de geração para geração. Acredite se quiser: em Londres existem algumas com mais de 700 anos.

Abaixo você encontra uma lista de lugares onde pode adquirir orquídeas e esclarecer suas dúvidas:

Orquidário da Mata
R. Oscar Gomes Cardim, 91, Vila Cordeiro
Mais informações: (11) 5542-7627

Orquidário Morumby
Av. Prof. Vicente Rao, 1513, Brooklin Paulista
Mais informações: (11) 5041-2391

Orquidário Paulista
Rua Moxei, 173, Lapa
Mais informações: (11) 3611-1107

Orquídeas de Taubaté
Shopping Ibirapuera (Piso Moema) – Av. Ibirapuera, 3103, Moema
Mais informações: (12) 3681-2023

Quer aprender ainda mais? Então clique aqui e veja quais cursos você pode fazer.


+ Matérias relacionadas

Conheça o projeto que pretende plantar mil orquídeas nas marginais

indicas.com.br

COMENTÁRIOS