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24 de Agosto de 2015 às 09h21

“Prevenir é melhor do que remediar”

Se essa frase é tão conhecida, por que ainda é uma missão impossível convencer a maioria dos homens a passar no médico?

Eles inventam desculpas, falam que estão saudáveis ou prometem agendar uma consulta na semana que vem sem a menor intenção de fazer isso. Esse é o comportamento típico de muitos homens, que fogem de uma consulta médica a qualquer custo, deixando as mulheres ao seu redor preocupadas com os riscos que eles estão correndo.

No Brasil, os problemas cardiovasculares estão entre as principais causas de morte – e entre o público masculino a incidência é maior. Além disso, segundo o Dr. Arcílio Roque, urologista do Hospital São Luiz, outras grandes causas de internação ou morte são os tumores malignos do sistema renal e urinário, as infecções graves nos rins e o câncer de pele.

Para evitar que esses problemas sejam descobertos em estágios avançados, nada é mais importante do que procurar um clínico geral uma vez ao ano. É ele quem pedirá as avaliações necessárias e depois encaminhará o paciente para outros especialistas. Fazem parte do check up exames de sangue, fezes e urina para verificar colesterol, triglicérides, glicemia, insulina, verminoses, possíveis problemas urinários, entre outros.

A visita ao urologista não é opcional. Essa consulta é importante para os homens jovens, para diagnosticar doenças sexualmente transmissíveis, e principalmente para aqueles acima de 45 anos, para detectar o câncer de próstata. “O especialista fará o toque retal e pedirá exames de PSA sanguíneo, testosterona e ultrassonografia transretal da próstata, se necessário. E a grande vantagem desses exames é que eles permitem um diagnóstico precoce do tumor maligno e um tratamento com 95% de chance de cura”, explica Dr. Arcílio.

Já a avaliação cardiológica consiste em exames como o teste ergométrico, em que a pessoa caminha em uma esteira, e o ecocardiograma, que verifica as medidas do coração e a presença ou não de hipertrofias. Esse tipo de avaliação deve ser feita precocemente por pessoas com histórico familiar de doenças do coração e por quem pratica atividades físicas intensas. Os indivíduos sedentários e sem predisposição genética, por outro lado, podem começar entre 35 e 40 anos.

Mas não custa lembrar: tão importante quanto fazer visitas regulares ao médico é ter um estilo de vida saudável. Além do check up anual, evitar bebida alcoólica em excesso, não fumar, controlar o peso, deixar de lado o sedentarismo e buscar o equilíbrio emocional são algumas das atitudes essenciais para quem quer cuidar do próprio corpo e ser feliz.

indicas.com.br

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